Terça-feira, Janeiro 02, 2007
Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Quarta-feira, Dezembro 20, 2006
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
Domingo, Dezembro 17, 2006
Sábado, Dezembro 16, 2006
Sexta-feira, Dezembro 15, 2006
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Quarta-feira, Dezembro 13, 2006
Terça-feira, Dezembro 12, 2006
fecham-se, pesados os olhos e negra é a noite povoada de gritos. dela, já só a figura que o vento vai apagando. viscosa. é nas sombras do abismo, no silêncio da morte, no fundo mais profundo da dor que sabemos ter chegado o momento de partir, recomeçar, chegar e escavar o lume no mar.
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
Domingo, Dezembro 10, 2006
Sábado, Dezembro 09, 2006
Sexta-feira, Dezembro 08, 2006
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
Domingo, Dezembro 03, 2006
Sábado, Dezembro 02, 2006
Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

o breve sopro de uma canção, esse arder rasgado de água onde pousam pássaros colhidos pelo vento. branco instante em que se me cria o céu, a terra e o mar e tu, depois, sangue pulsante onde me perco, te sei.
horas incertas em que me dás noites sem temor. madrugadas cumpridas sem senso e sem horas, com cigarros que ocupam as mãos só aparentemente vazias. inclino-me, abrigo-me no teu corpo, destino incerto de quem soletra o amor que me permites.
o que sobra já pouco importa no sabor trabalhado da palavra arada. escrever, como falar, é sempre o começar do esquecimento. o gesto mendicante no intervalo das bocas.
Quinta-feira, Novembro 30, 2006

( Hessam Abrishami )
no aroma nocturno onde esqueço o tédio destes dias amargurados, desnudas-me. o sono, o cansaço, o corpo esfarrapado e mudo. imóvel, silente como o tempo. anónimo como luzes desconhecidas sobre o mar ou um cantar sob a clareira do sol. assim me és. sou-te. o toque, o ardor da carne. lá fora batem sinos que cobrem a cidade e pouca diferença faz. beijo a beijo, olho-te. posso enfim dizer, como Elytis, que para trás ficou " a noite que é só noite ".
Terça-feira, Novembro 28, 2006

como um traço suspenso em suave limpidez,
o corpo.
" água, terra, vento e fogo ".
A. R. Rosa.
Pintura de Rosário Andrade.
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Domingo, Novembro 26, 2006

corpo. forma. a palavra, sabe-o. assim deslumbrar o silêncio. e escrever-te.
( a pintura é da Helena F. Monteiro. para a Eva, para a Sónia. ).
Links a azul.
Sábado, Novembro 25, 2006
Quinta-feira, Novembro 23, 2006

como um gato velho tornei lúcido o olhar, escrevo, e ocorre-me uma linha perdida, algures, de M. A. Pina, ( penso ). no murmúrio da Luz encontrei sentidos, interpretações, desocultações. e vejo. em ti nada tens para dizer, dentro ou fora. de ti. aí, enclausurado numa reles vulgaridade. serás sempre o subúrbio, o cão velho que rosna e que todos, indiferentes, olham. desprezam. com tédio. a solidão pode mesmo ser uma coisa muito triste. tão triste como tu, carlos, a roçares a imbecilidade.










































